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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Políticas e Práticas - Assédio moral | A explosão do 0800

Empresas investem cada vez mais em canais de diálogo, como ouvidorias, para combater a enxurrada de denúncias de comportamentos inadequados no trabalho


ilustração: Nata Metlukh
Funcionando há pouco mais de um ano, a ouvidoria da AeC, empresa mineira de informática, com 14 000 funcionários, recebe cerca de 430 reclamações e sugestões a cada mês. Uma delas, a de um funcionário da área de contact center que reclamava das condições de trabalho, se mostrou preocupante. A ouvidoria apurou que a desmotivação do empregado não vinha do trabalho, mas das frequentes humilhações que sofria de seu chefe imediato.

“A vítima estava tão fragilizada que nem conseguia identificar a origem de seu descontentamento”, segundo apurou a ouvidoria da AeC. Quando os maus-tratos do gestor foram comprovados, ele foi demitido. Do episódio, ficou a iniciativa da AeC em criar o programa de aconselhamento “Fale, estou te ouvindo!”, com o objetivo de conscientizar chefes e subordinados sobre o assédio moral e desestimular abusos. A exemplo da AeC, cada vez mais empresas estão criando canais de diálogo, com ouvidorias e telefones 0800, para acolher denúncias de comportamento inadequados.

Uma maneira de combater e de se proteger contra o aumento de casos configurados como assédio moral que vão parar na Justiça no Trabalho. Dados do Ministério Público do Trabalho da 2ª Região, que abrange a Grande São Paulo, revelam que as autuações para investigação de denúncias de assédio moral no trabalho chegaram a 216 no ano passado, só abaixo do número recorde registrado no ano anterior (220).

Somente o Tribunal Superior do Trabalho julgou 656 processos de assédio moral em 2010, 44% a mais do que no ano anterior. Além das denúncias, cresceu o número de acordos trabalhistas: foram alcançados 32 Termos de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) no ano passado, o dobro de 2009. Ao assinar um TAC, a empresa se compromete a adotar providências destinadas a eliminar e prevenir atos de assédio em seu ambiente de trabalho.

São fixados prazos para regularização, com acompanhamento e fiscalização. Caso a companhia não aceite firmar o TAC, o procurador pode ajuizar uma ação civil pública. No ano passado, foram ajuizadas sete ações civis de casos de assédio moral no trabalho na Grande São Paulo.

Fala que eu te escuto
Como consequência do aumento dos processos e dos acordos trabalhistas, as empresas se veem pressionadas a investir em canais de comunicação que ajudem a resolver problemas comportamentais antes que o caso vá parar na Justiça — e o rombo financeiro seja inevitável. Entre as 150 melhores empresas para trabalhar, publicadas no Guia VOCÊ S/A-EXAME, o número de ouvidoria cresceu de 107, em 2008, para 112 no ano passado.

Em janeiro deste ano, foi a vez dos principais bancos do país (Bradesco, Itaú, Santander, HSBC, Citi, Votorantim, Safra, BIC Banco e Caixa Econômica Federal) firmarem um acordo com os bancários para combater os casos de assédio moral. Os empregados dessas instituições passarão a ter, nos locais de trabalho e no sindicato, canais de comunicação para denunciar anonimamente os episódios de humilhação sofridos por subalternos.

Um acordo necessário e inteligente, visto que os bancos são os maiores alvos de denúncias desse tipo. Bradesco e Santander, por exemplo, já foram condenados a pagar gordas indenizações por abusos morais a ex-funcionários. Apesar de fora do acordo, o Banco do Brasil também conta com uma ouvidoria interna para tratar do assunto. “Temos visto uma melhora considerável com as ações da ouvidoria interna de mediação de conflitos e busca da melhoria do clima organizacional”, diz José Roberto Mendes do Amaral, gerente executivo da diretoria de relações com funcionários do Banco do Brasil.

As investigação de denúncias de abusos no banco são feitas pela ouvidoria interna, que consulta as equipes locais sobre o histórico de clima organizacional e dos profissionais. Os grupos que cuidam do clima organizacional da localidade são as Equipes de Comunicação e Autodesenvolvimento (Ecoa), enquanto as gerências de gestão de pessoas se encarregam da averiguação do histórico profissional do denunciado.

Quando a reclamação é procedente, o caso é levado para o comitê estadual da ética, composto por funcionários locais e pela gerência de pessoal. “O funcionário acusado pode receber sanções que vão desde a perda de comissão, advertências e até demissão”, afirma Amaral. Nos casos mais leves, o acusado é encaminhado para treinamentos internos.

Paralelamente, as gerências de pessoal realizam pesquisas periódicas de clima organizacional no local onde ocorreram as denúncias. “Às vezes, o próprio acusado percebe que precisa de ajuda”, dizAmaral. O banco não divulga o número de casos de assédio registrados, mas afirma que eles estão diminuindo a cada ano. “Em uma empresa com 110 000 colaboradores, há todo tipo de temperamento e comportamento”, diz Amaral.

Para o executivo, o discurso dos acusados de que eles precisam cobrar metas e resultados da equipe não justifica o assédio moral. “O banco não discorda das cobranças, e sim da forma como elas são feitas”, diz. “O gestor precisa saber fazer isso com todo o respeito e sem praticar assédio moral ou qualquer desvio de conduta comportamental.”

Instrumento de apoio

Na AeC, o combate aos focos de assédio moral foi reforçado com a criação da ouvidoria e do código de ética interno a partir de outubro de 2009. Elaborado com a ajuda da ouvidoria, o código possui recomendações como responsabilidade, gentileza e respeito, essenciais a um comportamento civilizado nas organizações. As denúncias de assédio, no entanto, só ganharam força com a criação do programa “Fale, estou te ouvindo!”.

O colaborador foi incentivado a procurar a ouvidoria com a garantia de sigilo e de que todas as denúncias seriam apuradas. “Somente quando o funcionário teve tranquilidade para nos procurar é que fomos detectando vestígios de assédio moral”, diz Monica Figueiró, ouvidora da AeC. “Em um ano, descobrimos três casos em que as pessoas envolvidas foram desligadas”, afirma.

Na seguradora MetLife, das sete denúncias de comportamentos inadequados recebidas em 2010, um terço se referia a assédio moral, segundo o diretor de recursos humanos da empresa, Jair Pianucci. “São casos isolados. O funcionário entra consciente de que precisa respeitar o código de ética”, afirma. A MetLife possui quatro canais de comunicação com os empregados para receber denúncias de violações aos códigos de ética e compliance.

São dois telefones 0800 e dois endereços eletrônicos tanto no Brasil como na matriz da companhia, nos Estados Unidos. Se o colaborador quiser ligar direto para a matriz norte-americana, haverá intérpretes de português do outro lado da linha. Para o diretor da MetLife, o tema assédio moral deve fazer parte da cartilha de comprometimento ético da companhia.

O código de conduta da empresa é padronizado nos 60 países em que atua, mas tem conteúdo local próprio, que se sujeita às leis locais. Há capítulos que tratam dos assédios moral e sexual e de toda ordem, e anualmente os 700 colaboradores brasileiros devem dar ciência do conteúdo do código. “Onde há um processo sério para tratar do assunto, o volume de incidência é baixo, e vice-versa”, diz Pianucci.

O combate ao assédio moral depende de uma ação firme da cúpula da companhia. Para a médica do trabalho Margarida Barreto, coordenadora nacional da Rede Nacional de Combate à Violência Moral do Trabalho (Redecom-VMT), o compromisso com o relacionamento prof issional sadio deve partir da alta administração. “É preciso deixar claro para todos os trabalhadores, do alto da hierarquia ao chão de fábrica, que não se tolera o uso da força para práticas autoritárias no ambiente de trabalho.

daqui: voces/a

Nem tudo é networking


No mundo do trabalho, tem que haver espaço para relações desinteressadas

Já faz muito tempo que, em palestras ou em sala de aula, digo que um dos atributos da elegância é a sensibilidade. E não sei se você, assim como eu, tem, vez ou outra, sua sensibilidade testada por aqueles que, subestimando-a, acham-se espertos e pensam em tirar proveito da convivência. Igualmente, assim como eu, você deve ter lido à exaustão sobre o assunto e se dado conta da importância dos relacionamentos em sua vida profissional e pessoal também. O velho Chacrinha tinha toda a razão quando afirmava que quem não se comunica, se trumbica!
E o que um assunto tem a ver com o outro? Vivemos um momento difícil, em que homens públicos tentam nos fazer crer que os princípios da ética podem ser elásticos e moldáveis a finalidades pessoais. Vivemos num mundo em que se fala tanto de networking que as pessoas acabaram por poluir seus relacionamentos com objetivos mercantilistas, de freguesia, com fins específicos de ganhos pessoais, que nem sempre têm a ver apenas com o prazer de estar junto.

É tempo de parar e pensar. E deixar de subestimar a capacidade dos outros de perceber quem, efetivamente, lhes quer bem e quais são as pessoas que se aproximam exclusivamente por causa de interesses futuros. Um tempo atrás, fui agraciada por meu marido, na dedicatória de um de seus livros, como mestra no marketing pessoal. Fiquei envaidecida com a homenagem e me pus a pensar em por que ser merecedora de tal elogio. Acabei concluindo que, por causa de meu genuíno interesse pelas pessoas, pelo real prazer do convívio, acabei construindo ao meu redor uma rede de relações que faz com que minha vida seja prazerosa e que meu trabalho seja um sinônimo de crescimento para mim e para os outros. Além, é claro, de receber muito mais ajuda e solidariedade do que aqueles que não vivem desta forma.

Está mais que provado que viver em sociedade significa receber e também doar. Comece a fazer sua parte do jeito certo, preste mais atenção aos outros, seja sensível ao estilo e ao jeito de ser de quem te rodeia. Faça-se presente em datas importantes de seus amigos e parceiros de trabalho. Aprenda a receber com humildade toda a ajuda e toda a sugestão oferecidas. E saiba também retribuir tudo o que recebeu dos outros no momento certo. Quando precisar de ajuda ou da indicação de quem quer que seja, mostre-se disposto à arregaçar suas manguinhas e fazer a sua parte!

Vivendo assim, você vai conseguir tornar sua vida pessoal e profissional mais rica e, certamente, sem perceber e de forma legítima você vai construir ao seu redor uma rede de pessoas que torcem por você e que poderão vir a ajudá-lo no futuro. Isto é construir uma rede de relações, é viver com os outros de forma elegante.

Célia Leão é autora de Boas Maneiras de A a Z (Editora STS) e consultora de etiqueta empresarial. E-mail: mailto:etiqueta@abril.com.br

fonte: voce s/a

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Veja exeplos do que não se deve fazer baseado na matéria citada acima:

terça-feira, 14 de junho de 2011

Agressivo, sim

O psiquiatra Paulo Gaudêncio faz terapia nas empresas há 35 anos. E diz: quem não é agressivo vira depressivo


daqui: lolhehehe
Agressividade é um sentimento ruim? É possível viver emoções no ambiente de trabalho? Na opinião do psiquiatra e psicoterapeuta Paulo Gaudêncio, todas as emoções têm de ser vividas em todos os momentos do nosso dia, seja em casa, seja no escritório. Ele compara o ser humano a um móbile, em que cada peça corresponde a uma emoção: amor, raiva, inveja, auto-estima, medo... Negar aquelas que são consideradas ruins pelo senso comum faz desequilibrar o móbile. "Inveja é tão ruim, que só os outros sentem, não eu", ironiza. A melhor saída, segundo Gaudêncio, é aceitar esses sentimentos, mudar a qualidade que aprendemos a dar a eles e usá-los adequadamente. A inveja, por exemplo, pode servir de estímulo ao seu desenvolvimento profissional, desde que o leve a buscar a conquista das qualidades invejadas. Da mesma forma, passa a ter um efeito ruim quando mexe com a auto-estima ou resulta em puxada de tapete. Médico há 46 anos e há 35 anos trabalhando com terapia de grupo nas empresas, Paulo Gaudêncio escreveu uma série de livros, entre eles Men at Work e Mudar e Vencer, publicados pela sua própria editora, Palavras e Gestos, e prepara-se para lançar um livro sobre liderança, pela Editora Saraiva.

O senhor diz que a agressividade é importante no ambiente de trabalho. De que forma?
A agressividade é o combustível da ação. Não existe ação nenhuma que ocorra sem que a agressividade a desencadeie. As empresas pensam de um jeito muito interessante: ser agressivo é mau, mas é preciso ser assertivo. Assertividade é um nome elegante que acharam para a agressividade. É preciso, sim, ser agressivo, mas usar a agressividade de forma adequada. Ser agressivo não é bater no chefe. Em geral é justo, mas não é adequado. Então tem de aprender a forma adequada de usar a agressividade no papel profissional. O medo é uma emoção que paralisa o animal e o prepara para uma reação de luta ou de fuga. O que vai mobilizar o animal é a agressividade. É a outra função dela. Mobilizar para que: eu vejo o tamanho da encrenca, é grande, meço as minhas forças e acho que dá. Tenho medo, mas enfrento, tive coragem. Fujo de medo, covardia. Não dá para enfrentar e eu fujo, prudência. Não dá para enfrentar e eu enfrento, irresponsabilidade. Estou falando de processo decisório. O que é ser maduro? É saber tomar decisões corajosas ou prudentes. Jamais covardes ou irresponsáveis. O que eu tive que fazer? Eu tive que lidar maduramente com o medo e com a minha agressividade. Se eu tiver a agressividade inibida porque "só o amor constrói", eu vou ser covarde. Porque eu vou fugir quando é hora de enfrentar, como pessoa ou como gestor.

Quer dizer que não existem emoções boas e más?
As emoções não são classificadas pelo que elas são, mas pelo seu resultado. Se eu classificar as emoções pelo que elas são, todas são boas. O seu resultado é que pode ser bom ou mau. Se eu classificar pelo resultado, vou ter emoção boa ou má. Eu considero o ser humano equilibrado um móbile frágil, você sopra ele balança, mas tem o equilíbrio ao qual ele retorna. Isso só é possível porque as emoções se compensam umas às outras. Se eu der um valor excessivo a uma e desqualificar a outra, criarei desequilíbrio.

E o que tem que ser feito para atingir esse equilíbrio?
É preciso requalificar as emoções. Amor é uma emoção maravilhosa, mas pode resultar em superproteção. É uma forma de castração. Em vez de proibir você de fazer alguma coisa, eu faço por você. Você não faz, não aprende, fica com a habilidade castrada e ainda tem de ser grata porque eu fui bonzinho. Quem equilibra o amor é a agressividade. Então, eu preciso ter as duas coisas. Agressividade é uma coisa ótima, tão boa como o amor. Mas pode dar um resultado ruim. Olha o PCC aí.

Então, todas as emoções são importantes?
Inveja é tão feia que só os outros sentem, não é? Aí entra uma moça na empresa, produtiva, bonita, comprometida. A carreira dela deslancha. Alguém chega para mim e diz: "Você viu fulana como está indo bem?". Aí eu digo: "Também, né?". Com uma palavrinha eu apaguei a luz, desperdicei a energia que eu tinha de usar para aumentar o meu brilho. Inveja é ruim? Não. O que eu faço com a inveja é que pode ser ruim. Amor-próprio é ruim? Não. Baixa auto-estima enche consultório. Tem que gostar de si. Usou inadequadamente, virou egoísmo. Ciúme é a mesma coisa. Imagine não ter ciúme. O que é ruim é não deixar o outro viver por ciúme.

Quem não é agressivo no trabalho não tem futuro?
Não, porque outra função da agressividade é colocar limite no espaço vital, que no homem não é físico, é emocional. A agressividade coloca limite. E, quanto mais na periferia do espaço eu coloco limite, mais socialmente eu o faço. Então, ser muito agressivo é saber dizer não com tranqüilidade: não vou, não posso, não quero. Numa empresa na qual manda quem pode e obedece quem tem juízo, não se pode dizer não. A pessoa se deixa invadir.

E as conseqüências da falta de limites?
A depressão, o que mais enche os consultórios de psiquiatras e psicólogos hoje em dia. O nível de depressão está altíssimo. Se não sabem e não podem dizer não, as pessoas ficam deprimidas e o nível de produtividade cai. Quando aprendem e podem colocar limite no espaço vital, melhoram a produtividade. Como imagem, gosto de citar a escultura de Gulliver, que acordou em Liliput todo amarrado com cordas de anão, linhas. Mas era tanta linha que ele não podia se mexer. Isso é o que deprime. É sempre uma linhada que não vale uma briga. Chega uma hora que você está inteiro amarrado por linhadas que não valiam uma briga. É essencial saber usar a agressividade de forma adequada, para não ter linhada que não valha uma briga. Deu linhada, espere aí, esse é meu espaço vital. Eu preciso saber fazer isso de forma adequada, a empresa precisa permitir que eu o faça. E, se permitir, vai conseguir aumento de produtividade.

Como ter funcionários comprometidos?
Para comprometer, duas condições são essenciais: o indivíduo tem que ser tratado como maior. Ele tem que pensar com a cabeça dele. Ninguém pensa por ele. Segundo: ele precisa poder viver emoções no papel profissional. Ser agressivo no papel profissional é ter a coragem de falar para o outro em que o comportamento dele é inadequado. Eu somei agressividade e afetividade, que também é uma emoção importante no papel profissional, e eu tenho feedback, um instrumento gerencial absolutamente essencial. O meu trabalho é fazer com que as pessoas aceitem e aprendam a colocar isso em prática.

Mas como falar para a pessoa que ela está errada sem causar mal-entendidos?
É preciso ter empatia. Eu só posso falar com o outro respeitando o que ele sente se eu souber sentir. Se eu não sei o que eu sinto, nunca vou saber o que o outro sente. O rei queria saber o futuro. Chamou o adivinho, que jogou os búzios e disse: "Oh, rei, desgraçado, todos os seus filhos vão morrer e cair como dentes podres da sua boca". Foi enforcado e substituído por outro adivinho que disse: "Oh, rei, ditoso, nenhum dos teus filhos vai chorar a sua morte". Disse exatamente a mesma coisa: a verdade. O feedback é bom quando os duas pessoas saem da sala melhores do que entraram. Feedback é lidar com o fato e não com a opinião. Em vez de dizer para uma pessoa que o relatório dela está ruim, por que não apontar as falhas, mostrar o caminho para que ele fique melhor?

O senhor sente que hoje a terapia de grupo é mais aceita nas empresas?
Antes, as empresas diziam: lá fora você é uma pessoa que pensa e sente. Aqui dentro você é profissional. Profissional só pensa. Hoje, as empresas aprenderam que as pessoas têm de viver emoção no papel profissional. Agressividade e medo dá processo decisório. Agressividade e afetividade dá feedback.


E possível construir uma carreira dentro da empresa, ser competitivo sem fazer inimigos?
Eu tenho que entrar na bola, não na canela. Eu tenho de ganhar a competição porque sou melhor e não porque o outro é pior. Eu vou mostrar um trabalho muito efetivo, vou ser eficiente e eficaz para que todo mundo perceba que eu mereço estar lá em cima. Eu não vou puxar o tapete do outro para que todo mundo perceba que ele não vai ficar lá em cima.

 daqui: voces/a

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Você está feliz no trabalho? Saiba quanto o clima organizacional influencia na sua produtividade

Pesquisa mostra que o bom ambiente de trabalho é mais importante para 52% dos entrevistados, ficando atrás de oportunidades de promoção e salário



Trabalhar ao lado de pessoas positivas e animadas em um clima amistoso e tranquilo é o desejo de boa parte dos profissionais. Mais que bons salários e benefícios, o bom clima organizacional é um dos fatores que mais elevam a motivação e, por consequência, a produtividade.

Uma pesquisa realizada pela Trabalhando.com mostra que o bom ambiente de trabalho é mais importante para 52% dos entrevistados, ficando à frente de oportunidades de promoção (22%) e salário (14%). Apesar disso, dependendo do perfil do profissional, não é fácil cultivar um bom clima no trabalho. Mas, com práticas simples e persistência, é possível.

O ambiente organizacional influencia o comportamento dos profissionais, mas eles também são responsáveis pelo ritmo desse ambiente. “Os dois fatores são verdadeiros. Toda empresa tem um ambiente estabelecido, que pode gerar insatisfação se ele não se encaixar ao perfil do profissional, mas também é de responsabilidade do colaborador mudar isso”, afirma a gerente de Marketing do Monster Brasil, empresa de recrutamento on-line, Andreza Santana.

Para a consultora em etiqueta corporativa, marketing pessoal e comportamento em mídias sociais, Ligia Marques, em um bom ambiente de trabalho os profissionais têm a capacidade de lidar com os contratempos de forma a não sobrecarregar o clima. Esse é o primeiro passo para cultivar um bom ambiente de trabalho.

Ambiente favorável
Ter a percepção de que também se é responsável pelo clima da área na qual atua pode ajudar a melhorar o ambiente organizacional. Adotando comportamentos positivos (e realistas) e reduzindo aqueles que minam o bom clima, os profissionais conseguem tapar alguns pontos escuros e opressores no trabalho. “Sempre tem aquele profissional que parece que gosta de cultivar um clima negativo”, alerta Andreza. Afastar-se desse ponto pode ser a medida imediata a ser adotada. Por isso, evite entrar em fofocas e em movimentos de boicote seja ao líder seja a algum colega.

Outros comportamentos que ajudam a manter um clima pesado advêm da insatisfação. “O funcionário que não está satisfeito tende a ter um rendimento ruim no trabalho e isso impacta no ambiente organizacional”, considera Andreza. Dessa forma, tente equilibrar o seu perfil com o da empresa, para que não haja problemas depois. Se essa identificação não for possível antes de iniciar o trabalho, preste atenção em você.
As especialistas ressaltam que os profissionais tendem a culpar a empresa, o chefe e os colegas pelo clima pesado e estressante. Mas não é bem assim. A mudança deve partir de cada um. E a partir daí, tudo em volta tende a mudar. “O problema muitas vezes está no próprio funcionário. Nessa hora, é preciso parar e pensar qual é o problema”, afirma Andreza.

“Lembrando que suas atitudes formam a sua boa imagem profissional e que hoje 85% das suas chances são pautadas nessa boa qualidade de relacionamento com colegas, colocar-se no lugar dos outros e não exagerar nas atitudes são dicas gerais que funcionam sempre”, afirma Ligia. Ela explica que o bom humor, a honestidade, o respeito à hierarquia, a educação e a ética são as bases para um bom clima.

O líder como semeador
Quem conduz a equipe não pode ficar alheio a essas questões. As especialistas afirmam que embora não seja o único fator que favorece ou desfavorece um clima agradável, é o comportamento do líder que muitas vezes condiciona o clima organizacional. “A primeira pessoa que dita o comportamento da equipe é o líder. Ele tem essa responsabilidade”, ressalta Andreza, da Monster.

Por isso, um gestor que cultiva comportamentos negativos só piora o ambiente. E ainda que ele cultive atitudes positivas, alguns pontos específicos ajudam a minar o bom clima. “O gestor tem de ter o bom senso de entender o que é prioridade e qual é o talento de cada um. Se um profissional é subaproveitado, ele tende a ter atitudes negativas, que podem se espalhar para os demais colegas”, afirma a especialista.

Claro que, como em qualquer empresa, momentos ruins aparecerão, seja pelos resultados baixos, seja pelo fim de algum contrato importante, seja pela meta não cumprida. Cultivar atitudes positivas não é tentar criar um “mar de rosas” no mundo corporativo. É entender que problemas existem e vão existir sempre, mas é possível não ser engolido por eles. E ainda que no fim os projetos não saiam do jeito que se planejava, aprender com os erros e dar um passo mais eficiente é a melhor maneira de manter um clima agradável e sustentar uma carreira crescente, segundo Ligia. “Aqueles que conseguem enxergar alguma deficiência em termos comportamentais e buscam ajuda e se aperfeiçoam estão investindo na carreira de uma maneira eficiente”.

Daqui: administradores

terça-feira, 7 de junho de 2011

Circulando com classe

Booooa! Só esqueceram de citar o quanto atrapalha o fluxo de trabalho aquelas pessoas ocupadíssimas que ficam circulando de cinco em cinco minutos atrás de você checando o seu trabalho, quando não o maluco levanta da cadeira dele e vai negociar (aos berros) com clientes e fornecedores BEM NA SUA ORELHA!

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Circulando com classe

Você vai usar muito as áreas de circulação da empresa. Por isso mesmo, use direito

Tenho notado tanta falta de pequenas gentilezas no ambiente empresarial que, fosse eu um Corbusier ou o genial Oscar Niemeyer, antes de qualquer projeto arquitetônico, pediria a ficha comportamental de todos os futuros usuários de minha obra. Assim, cabem aqui alguns lembretes que são, sim, regras de circulação e devem ser observadas por todos:

NO ELEVADOR ­- Entre, cumprimente a todos os presentes, sinalize seu andar ao ascensorista, se houver, e... zíper na boca. Só vale a continuidade do papo se você e o colega estiverem sozinhos -- o que eu duvido que aconteça. Ah! E qual é a posição mais adequada para se assumir num elevador? De frente para a porta, e não grudado às paredes como uma lagartixa, ok?

NAS PORTAS GIRATÓRIAS -­ A preferência deve ser sempre de quem sai, mas quando a circulação de pessoas é muito grande, vamos combinar: alterne sempre -- alguém entra e alguém sai porque, assim, nenhum dos lados tem de esperar uma eternidade e é um arranjo mais equilibrado para quem está chegando e para quem está deixando o edifício também.

NAS ESCADAS -­
Quem tem o equilíbrio mais comprometido, aquele que desce ou aquele que sobe as escadas? É lógico que quem desce corre mais riscos. Assim, a preferência é de quem desce: cruzou com alguém descendo, ocupe a parte mais estreita dos degraus e, quando estiver mais próximo da pessoa, pare de se movimentar e deixe que ela cruze consigo na escada com mais segurança.

NAS ENTRADAS E SAÍDAS
-­ O nome já lhe deveria ser esclarecedor: é um espaço que foi feito para entrar ou sair do prédio onde você está. Encontrou um amigo que trabalha em outro andar e que há muito você não via? Bata o papão de vocês e coloque os assuntos em dia longe dos locais de circulação. Nada é mais desagradável do que querer entrar ou sair de algum lugar e ter de pedir licença àquela turma de insensíveis sociais que agem como se o espaço, o prédio e o mundo pertencessem somente a eles.

NO BANHEIRO ­- Esse não é exatamente o seu banheiro, mas é de todos os que partilham aquele espaço com você, visitantes, inclusive. Portanto, vamos combinar: use seu fio dental com discrição e jamais faça dele uma catapulta arremessadora de resíduos; após a escovação dental, não se esqueça de enxaguar a pia e deixá-la impecável para o próximo usuário; penteie seus cabelos e remova aqueles fios que eventualmente caírem; vasos sanitários têm tampa e assento -- se existe a tampa é um enorme indicador de que ela deve permanecer sempre abaixada.

daqui: voces/a

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Grosseiro, não

Se você faz o tipo chefe estúpido, saiba que os ataques de diva podem comprometer sua carreira


O publicitário paulista Marcos Le Pera, de 41 anos, era um terror na empresa. Presidente da Le Pera Propaganda, em São Paulo, ele quase nunca estava disponível para os funcionários e, quando se dirigia a alguém, freqüentemente vinha artilharia pesada. Com freqüência ele gritava com a equipe e humilhava os profissionais -- que morriam de medo de chegar perto dele! Marcos encarnava o típico grosseiro corporativo, aquele profissional incapaz de respeitar o próximo, sem educação, que trata todo mundo mal. "São pessoas que geralmente agem como se estivessem no controle da situação, para camuflar a dificuldade de lidar com seus desajustes pessoais, como o medo da competição no trabalho ou a visão distorcida do poder que possui", diz Moacir Carlos Sampaio Silva, coordenador da pós-graduação em Psicologia Social das Organizações do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo.
Comum nas organizações (quem é que nunca topou com um cara assim na empresa?!), esse profissional não passa dos limites apenas com os subordinados. Pares e até superiores são alvos de suas grosserias. E o pior é que quase sempre o raivosinho nem percebe que passou dos limites. "Ele se comporta assim porque não sabe fazer de outra forma. E tende a agir da mesma maneira tanto no ambiente profissional quanto nas suas relações familiares, afetivas e sociais", diz Moacir Carlos. Tanto homens como mulheres fazem parte desse time. A diferença é a forma como cada um se manifesta. Eles reinam no campo das indelicadezas verbais, não poupando termos pesados nem se preocupando em constranger publicamente sua vítima. "Elas não costumam levantar a voz e berrar palavrões. Mas em geral são ardilosas e sabem como colocar o funcionário para baixo com suas atitudes", diz a consultora de recursos humanos Stella Angerami, sócia-diretora da Counselling by Angerami, em São Paulo. Ela lembra que o jeito como um chefe joga o relatório na mesa do funcionário, como deixa de elogiar uma tarefa bem-feita ou dá um jeito de não ter tempo na agenda para comparecer a uma reunião com a equipe são formas de mostrar grosseria sem se exceder nas palavras.

CARREIRA EM RISCO
Há quem argumente que a pressão constante por resultados e a carga exagerada de trabalho, tão comuns no mundo corporativo, são responsáveis pelos acessos de cólera e desrespeito. Ok, isso pode até justificar uma explosão num dia mais difícil. Mas não pode virar rotina. "Quando os problemas gerados pelo temperamento difícil se tornam maiores do que os aspectos positivos da pessoa e o desempenho dela nos negócios, a carreira está sob alerta", afirma a headhunter Andréa de Paula Santos, responsável pela área de Executive Search da consultoria NeoConsulting, em São Paulo. Foi o que descobriu, na prática, o paulista Vagner Aguilar, de 34 anos, diretor de marketing da Bio Ritmo Academia, em São Paulo. Ele conta que nunca estava aberto ao diálogo e, quando algo não saía como queria, expunha os funcionários ao ridículo. A própria equipe reagiu e cobrou uma mudança de comportamento do chefe. E há cerca de um ano uma reformulação na empresa deixou claro que ali não havia espaço para gente grosseira como ele. "Percebi que não estava mais sendo chamado para participar de reuniões estratégicas porque sabiam que eu tinha pouco a acrescentar ao coletivo." Depois de um período de revolta por se achar vítima de perseguição, Vagner resolveu mudar. "Ainda tenho que melhorar, mas aprendi a me relacionar e percebi que ninguém faz uma empresa sozinho."

O publicitário Marcos Le Pera também caiu em si depois de perceber que amigos, parentes e funcionários estavam se afastando dele. "Com ajuda de meditação e filosofia, aprendi a canalizar minha agressividade para o bem. Em vez de surtar diante de um erro, por exemplo, ouço o que a pessoa tem a dizer." Sorte de Marcos e Vagner, que acordaram em tempo. Em alguns casos, as tais grosserias corporativas não só comprometem a carreira e as relações pessoais como vão parar no tribunal. "Toda manifestação de desrespeito pode virar um caso de assédio moral, desde que se torne repetitiva e evidencie a intenção de constranger ou humilhar", alerta o advogado Luis Felipe Tenório, do escritório Barbosa, Müssnich & Aragão, do Rio de Janeiro.

BOAS MANEIRAS CORPORATIVAS
Sete dicas sobre como você deve se comportar no ambiente de trabalho e evitar ataques de grosseria:

1. Imponha limites.
Há momentos em que vida pessoal realmente não pode se misturar com o trabalho. Você não pode descarregar seus problemas particulares nos colegas de trabalho.

2. Mude seu discurso.
Em vez de esbravejar algo como "Já disse isso mais de mil vezes", diga "Acho que não me expressei bem", por exemplo. Ou "Talvez eu possa te ajudar" no lugar de "Você não entende nada mesmo".

3. Peça desculpas.
Pode não resolver a questão, porém demonstra respeito e consciência do próprio erro. E, se o constrangimento que motivou o pedido de desculpas foi público, retrate-se também diante da equipe.

4. Conheça a equipe.
É preciso estar ciente das qualidades e limitações de cada membro para saber a quem delegar cada tarefa, evitando desentendimentos e constrangimentos, e otimizando a produção.

5. Aprenda a ouvir.
Um líder de verdade quer saber o que a equipe tem a dizer sobre sua liderança e como pode melhorar. Marque reuniões periódicas e cobre avaliação.

6. Respire fundo.
Quando perceber que está prestes a explodir no escritório, repita um exercício de meditação que ajuda a esvaziar a cabeça: pare tudo, tome fôlego e conte até 10.

7. Interaja.
Uma pausa para um café ou um bate-papo no corredor é uma ótima desculpa para se aproximar da equipe, trocar idéias com os colegas de trabalho e desanuviar a mente.


daqui: vocesa

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E a pergunta que não quer calar: alguém quer arriscar trabalhar com essa pessoa?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

OIT alerta sobre discriminação no mercado de trabalho

(essa vai para os amigos que se frustam demais aqui no Braza e resolvem tentar a sorte por conta própria na gringa, onde tudo parece ser descente, menos a sua origem)
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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) fez um alerta sobre os diversos tipos de discriminação enfrentados por imigrantes que buscam oportunidades de trabalho em países desenvolvidos. As diferenças de tratamento, segundo especialistas, incluem salários mais baixos para as mulheres, exigências de testes de HIV/aids e dificuldades para o ingresso de idosos.

A advertência é destaque no Relatório Global sobre a Igualdade no Trabalho de 2011, divulgado na última segunda-feria, em Genebra, na Suíça. O documento foi elaborado com base em informações de 169 países, dos 183 que integram a OIT.

O diretor-geral da OIT, Juan Somavia, afirmou que aumentam as queixas sobre diferenças de tratamento e salário entre imigrantes e nacionais. Para Somavia, é fundamental que os líderes políticos adotem medidas para conter essas ações. "A resposta certa é combinar políticas de crescimento econômico com políticas de emprego, proteção social e direitos no trabalho, permitindo aos governos, aos parceiros sociais e à sociedade civil que trabalhem juntos incluindo mudanças de atitudes por meio da educação", disse Somavia.

Porém, no relatório, os especialistas indicam que a ausência de dados confiáveis também atrapalha a análise precisa do que ocorre no mundo envolvendo a mão de obra de imigrantes. No entanto, os peritos comemoraram a redução das diferenças de tratamento entre gêneros - embora os homens ainda sejam maioria no que se refere aos melhores salários.

No relatório, os especialistas mencionam os principais problemas envolvendo o mercado de trabalho mundial. Uma das principais queixas é o assédio sexual que atinge, em geral, mulheres independentes financeiramente, embora as imigrantes estejam no foco, segundo a pesquisa.

Também há referências de denúncias de racismo, em geral, atingindo imigrantes da África e Ásia, além de povos indígenas e minorias étnicas. Os especialistas advertem ainda que há discriminação por orientação religiosa, em geral, em empregos do setor público.

Segundo o relatório, as pessoas com o vírus HIV/aids também são alvo de discriminação, pois há empregadores que as obrigam a fazer testes para identificação da doença. Há, ainda, reclamações por discriminação por idade - os mais velhos afirmam que sofrem preconceito na hora e de pedir emprego.

daqui: terra

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ansiedade é o pior de todos os males psicológicos, diz especialista

Ansiedade pode causar doenças sérias como gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão e cefaleia
Aflição, agonia, impaciência, inquietação. Esses são alguns sinais da ansiedade, sentimento capaz de prejudicar a qualidade de vida, autoestima e saúde do ser humano.

Aprender a lidar com ela é fundamental para garantir uma vida saudável. E para isso, é preciso entender os seus mecanismos.

“A ansiedade é uma excitação do sistema nervoso central, que acelera o funcionamento do corpo e da mente. Quando estamos ansiosos, liberamos o neurotransmissor noradrenalina, que provoca toda essa excitação. É um processo que pode ser tanto hereditário como adquirido através das experiências que temos nos ambientes mais hostis. A ansiedade está intimamente vinculada à forma como interpretamos as situações da vida”, explica a psicóloga Sâmia Aguiar Brandão Simurro, de São Paulo (SP), que é vice-presidente de Projetos e Expansão da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

Para o psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami e em ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia, a ansiedade é o pior de todos os males psicológicos. “Ela é o gatilho para desencadear outros transtornos. Dentro do ponto de vista psicológico, podemos definir ansiedade como um estado mental praticamente subjetivo carregado de apreensão e recheado de incertezas”, diz.

Por causa dos múltiplos papéis que desempenham e devido às variações hormonais, algumas mulheres sofrem mais com a ansiedade e o estresse. Porém, os homens não estão imunes a esse mal. Questões profissionais e financeiras também podem desencadear a sensação de angústia e impaciência no sexo masculino.

Sentimento que pode causar doenças
Se não for controlada, a ansiedade pode causar o surgimento de enfermidades psicossomáticas, ou seja, doenças que afetam a saúde física e mental. Gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão, cefaleia e alergias são alguns exemplos de doenças causadas pela ansiedade. Ela também é responsável pelo surgimento de doenças psiconeurológicas e psicooncológicas.

O psiquiatra italiano Leonard Vereaque explica que isso acontece, pois as pessoas não conseguem eliminar de forma natural a tensão gerada pela ansiedade. “A mente cria válvulas artificiais para dar vazão a essa energia negativa. A partir daí, a pessoa começa a usar o próprio organismo como válvula de descarga”, afirma.

Qualquer um sofre, em maior ou menor grau, de ansiedade. Mas o transtorno merece atenção redobrada quando passa a prejudicar os relacionamentos conjugais, profissionais, acadêmicos e até mesmo sexuais.

“Quando a ansiedade ultrapassa o limite e a pessoa não consegue mais realizar suas tarefas diárias sem sofrimento, é hora de buscar ajuda especializada e dar início a um tratamento”, explica a psicóloga Sâmia Simurro.

“Ter força de vontade e entender que essa ansiedade descontrolada não é normal são requisitos básicos para o processo de cura inicial”, afirma o psicólogo Alexandre Bez. “Procurar ajuda psicológica é fundamental para retomar a rotina. Curar-se sozinho é praticamente impossível”, alerta. De acordo com Bez, em casos extremos e dependendo do perfil do paciente é necessária a prescrição de medicamentos.

Apesar dos males causados pela ansiedade, a psicóloga Sâmia Simurro alerta que, na dose certa, esse sentimento pode ser positivo. “Precisamos de desafios para nos desenvolver. É preciso aprender a viver com níveis de ansiedade suficientes para atingir o nível mais alto do nosso potencial. É claro que ansiedade demais torna a vida das pessoas um caos, porém, nenhuma ansiedade nos leva à estagnação”, conclui.

Veja como mudar 15 hábitos e combater a ansiedade:

1. Procure não deixar nada pendente
Não terminar tarefas e assumir responsabilidades acima do que se pode fazer contribuem para o aumento da ansiedade. Esboce um plano para resolver o que é urgente e organize-se.

2. Prepare-se para os desafios
Atitudes como estudar com antecedência para as provas, informar-se sobre a empresa antes de uma entrevista de emprego e se preparar para uma reunião de negócios são fundamentais para ter confiança diante dos desafios. Dessa forma, você vai se sentir seguro e menos ansioso.

3. Melhor prevenir do que remediar
Antes de sair, veja se o tanque de combustível do carro está cheio. Se você saiu de casa com o ponteiro do combustível na reserva, trate de completar o tanque no primeiro posto que avistar. Evite ter problemas desnecessários por falta de precaução e cuidado.

4.Veja o lado bom das coisas
De acordo com um estudo publicado pela Isma Brasil, filial da International Stress Management Association, instituição voltada à pesquisa e ao desenvolvimento da prevenção e do tratamento do estresse no mundo, o impacto positivo da felicidade no sistema de imunidade é mais poderoso do que o negativo e ajuda a minimizar a ansiedade. Portanto, se você planejava ir à praia no fim de semana, mas viu que o tempo não está bom, mude seus planos: vá ao cinema, faça um fondue com os amigos, alugue os DVDs da série que você adora ou faça outro programa que o agrade. Ao invés de reclamar, procure transformar situações negativas em positivas.

5. Caminhe 30 minutos por dia, três vezes por semana
Essa prática, recomendada pela OMS, é ótima não só para tirar você do grupo dos sedentários como para ajudar a controlar a tensão emocional. O mesmo período de tempo pode ser empregado para qualquer outra atividade física, como boxe, ioga ou corrida.

6. Ouça música
“Estudos científicos demonstram que a música relaxa os músculos, diminui a sensibilidade à dor e dilui emoções destrutivas”, explica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma Brasil. Para driblar a ansiedade, os gêneros mais indicados são o clássico e o barroco – em especial, no trânsito.

7. Evite ter pensamentos negativos
Seu pensamento determina a forma como você enxerga a vida. Se pensar de maneira positiva, vai se sentir mais feliz e as chances de tudo dar certo podem ser maiores.

8. Tenha um bicho de estimação
O simples ato de fazer carinho em um animal relaxa tanto o bicho quanto seu dono. Alguns estudos científicos indicam que as pessoas que cuidam de um animal tendem a baixar a pressão arterial. Então, se você não tem condições de ter um pet, que tal levar o cachorro da vizinha para passear de vez em quando? Observar peixes no aquário também traz benefícios: tranquiliza a mente e evita pensamentos que trazem preocupação e ansiedade.

9. Livre-se da mania de perfeição
Perfeccionistas tendem a prejudicar suas relações pessoais e profissionais colocando-se sob constante pressão. Confronte o medo que lhe motiva a buscar a perfeição. Você pode temer, por exemplo, que as pessoas não gostem de você. Na realidade, as pessoas tendem a respeitar quem tem coragem de admitir um erro e repelem quem acha que sabe tudo.

10. Deixe o trabalho no trabalho
Muitos sintomas do estresse, como ansiedade, dores musculares, hipertensão, fadiga, taquicardia e angústia, têm sido atribuídos ao acúmulo das pressões profissionais. Evite ficar pensando em trabalho depois do expediente. Afinal, você já passa horas no escritório.

11. Alimente o seu humor
Carboidratos, em geral, costumam acalmar: macarrão, pães, biscoitos, arroz e batata. Frutos do mar, nozes, brócolis, espinafre, chocolate e pimentão dão energia. Já a cafeína ajuda a combater o cansaço, mas deixa o cérebro mais desperto, o que pode ser um perigo para pessoas muito ansiosas.

12. Tenha plantas em casa
Cuidar de plantas (flores ou hortaliças) pode proporcionar equilíbrio emocional e amenizar os efeitos negativos do estresse. Regar uma plantinha é uma terapia informal, que ajuda aliviar a tensão e a ansiedade. Mexer com terra e folhas não resolve os problemas, mas ajuda a refletir e analisar melhor as situações.

13. Faça refeições sem pressa
Escolha um momento em que você possa comer sem interrupções. “Procure sentir os sabores, a temperatura e a textura dos alimentos. Sinta-os se desmanchar e transformando-se em sangue e tecido para o seu corpo”, sugere Carlos Legal, consultor em aprendizagem organizacional e qualidade de vida no trabalho, da Legalas Educação e Qualidade de Vida, empresa dedicada ao desenvolvimento de pessoas e organizações.

14. Dê uma pausa no trabalho
Busque fazer uma pausa durante o trabalho. Feche os olhos e respire fundo por alguns minutos, procurando manter a mente tranquila e relaxada. O cardiologista Artur Zular, de São Paulo (SP), diz que é bom se imaginar em algum lugar calmo, como um bosque, jardim ou uma praia, sempre sozinho. “Estar com alguém inspira sentimentos e o melhor para meditar é ficar livre de qualquer emoção, concentrando-se apenas em si”, explica.

15. Medite com palavras
Marcia Plessmann, instrutora do Centro de Estudos Filosóficos Palas Athena, de São Paulo (SP), ensina que para meditar é preciso criar uma frase que seja significativa e inspiradora para manter a ansiedade sob controle. “Na medida em que você solta a respiração, repita a frase mentalmente. Pode, também, ser uma oração ou um pequeno verso”, ensina.

fonte: estilo.uol

terça-feira, 17 de maio de 2011

Emprego ruim deprime mais do que o desemprego

Estudo comprova que entre os profissionais que desempenham funções sem incentivos emocionais, as supostas vantagens do emprego desaparecem.

Os trabalhadores com idade entre 18 e 29 anos representaram 54% dos desocupados brasileiros 
Ainda que não representem a maioria dos trabalhadores brasileiros, os jovens saem na frente entre os desempregados. É o que aponta o SIPS (Sistema de Indicadores de Percepção Social sobre Trabalho e Renda). Os trabalhadores com idade entre 18 e 29 anos, segundo o estudo, representaram 54% dos desocupados. A realidade, no entanto, não é exclusiva do Brasil. A última edição do relatório de Tendências Mundiais de Emprego para a Juventude realizado pela Organização Internacional do Trabalho apontou crescimento de 0,9 ponto percentual na taxa de desemprego entre jovens de 15 a 24 anos, quando 13% desta parcela da população não tinha emprego.

Embora a falta de emprego seja preocupante, há outra situação que gera um stress ainda maior aos profissionais em início de carreira: um emprego de má qualidade - seja de baixa remuneração ou sem perspectivas de crescimento. Um estudo sobre a relação entre saúde mental e as condições de trabalho, realizado pelo de Centro de Pesquisa de Saúde Mental da Universidade Nacional da Austrália, comprova que estar desempregado é ruim para a saúde mental. Mas, entre aqueles profissionais que desempenham uma função sem nenhum incentivo, as supostas vantagens de ter um emprego desaparecem.

Os conflitos causados pelo desemprego, de acordo com o relatório da Universidade de Michigan, Estados Unidos, são evidenciados em diversas etapas. Inicia com a depressão, que eventualmente pode gerar perda de controle emocional e, por fim, afetar o estado de saúde. Em contra partida, Eugenia Franco, psicóloga e professora da Universidade Nacional Autonoma do México, destaca a perda de produtividade dos profissionais desmotivados com seus empregos.

"O profissional vive sentimentos muito diversos, desde ansiedade e alteração de humor, até o desespero, problemas para acordar e ir ao trabalho e a necessidade constante de buscar novas oportunidades de emprego", diz a psicóloga. E quando o encontro do emprego substituto não atinge as expectativas, o profissional tende a sentir medo e, inclusive, creer que não é bom o suficiente para estar em uma empresa que poderá receber mais reconhecimento e apoios.

Problemas também identificados pelo estudo da Universidade da Austrália, publicado na revista Occupational and Environmental Medicine, que acrescenta a degradação gradativa da saúde mental desse profissionais. Há, na opinião da Eugenia, vários cenários que propiciem esses problemas, entre eles a exigência de trabalhos nos finais de semana e as promessas de recompensas não cumpridas.

Fonte: Universia Brasil

quinta-feira, 31 de março de 2011

Falar mal do chefe está liberado?



O conselho é simples: não fale mal do seu chefe nas redes sociais. Opa, parece que não é bem assim. A regra parece ter sido subvertida pelos usuários da rede Views From The Cube, uma rede social cuja única finalidade é reunir pessoas cansadas dos seus ambientes de trabalho e de seus chefes. Claro, você pode dar feedbacks anônimos sobre o quão terrível (ou maravilhosa) é a sua empresa e ainda dar notas aos superiores, departamentos e empresas inteiras.

O objetivo, claro, além de falar mal do chefe, é alertar candidatos potenciais sobre se vale a pena ou não entrar em determinada empresa. Os chefes mais corajosos podem fazer uma auto avaliação e ainda convidar seus subordinados a dizerem o que pensam dele. E como as empresas podem se beneficiar? Recrutando os funcionários mais bem avaliados pelos seus subordinados.

chefeOs departamentos de recursos humanos das empresas podem ter acesso às avaliações de gerentes de todo o mundo, descobrir os melhor avaliados por setor, empresa, região, área de atuação etc. Mas o que mais me interessou mesmo foi a possibilidade de ‘fuçar’ e descobrir se vale a pena ou não trocar o seu emprego na empresa A para a B. Não é muito incomum ouvirmos histórias de gente que trocou 6 por meia dúzia e acabou descobrindo que o novo emprego é pior do que o anterior.

Quem se arrisca?

[fonte]

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Nós arriscamos! Nada mais digno empresas compartilharem nomes de funcionários vadios, assim como funcionários que querem evoluir na vida profissional colocarem o nome de empresinhas meia-boca na boca do sapo!
NÓS APOIAMOS!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ficar horas sentado em frente a um computador é prejudicial


Pausas para se movimentar reduzem gordura abdominal e problemas cardíacos

Uma dica importante para quem trabalha em frente ao computador: mexa-se! Uma pesquisa recente descobriu que fazer pequenas pausas ao longo do dia para movimentar o corpo pode evitar vários problemas de saúde, como aumento da gordura abdominal, taxas mais baixas de HDL (o colesterol “bom”) e doenças cardíacas. Nesses períodos de descanso, é indicado que a pessoa fique em pé, ande um pouco ou suba alguns degraus de escada.

“Nossa pesquisa mostrou que até mesmo mudanças pequenas, como ficar em pé por apenas um minuto, diminuem os riscos para a saúde”, disse Genevieve Healy, da Universidade de Queensland e coordenadora do estudo. A especialista salienta ainda que pequenos intervalos durante o período de trabalho não prejudicam a produtividade. “Fique em pé, se mexa mais e com mais frequência. Esse poderia ser um slogan usado para espalhar a mensagem.”

Para chegar aos resultados, Healy e sua equipe analisaram dados de 4.757 voluntários com mais de 20 anos. Todos haviam participado de uma pesquisa sobre saúde e nutrição feita pelo governo federal da Austrália, entre 2003 e 2006. Durante os testes, os participantes usaram um pequeno aparelho capaz de monitorar movimentos como o ato de caminhar e de fazer corridas, e foram colhidos dados sobre a circunferência da cintura, pressão sanguínea, níveis de colesterol e gorduras sanguíneas. O estudo foi publicado no periódico European Heart Journal.

[fonte]

Compartilhe no escritório e montre isso para seu chefe...
... e ele rirá da sua cara mandando um "FODA-SE" para sua saúde!
  
Já tive um chefe que cobrava os segundos produzidos, ou seja, o tempo que você ficava com a bunda colada na frente do computador. Até sua ida ao banheiro era monitorada! 
Mestre dos Magos demoníaco!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Depressão pós-férias

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Lógico!!!
Você vê como é linda a VIDA lá fora, voltar para a prisão é deprimente!!!
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Quase um quarto dos brasileiros sofre de depressão pós-férias, mostra estudo

Tatiana Pronin | Editora do UOL Ciência e Saúde

Você acaba de voltar das férias e já sente uma falta de energia inexplicável, dores no corpo e um desânimo enorme ao cumprir suas obrigações? É bem provável que você esteja com depressão pós-férias, mal que aflige 23% dos brasileiros, segundo estudo realizado pela Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil), instituição voltada para a investigação e gerenciamento do estresse.

A pesquisa contou com 540 profissionais de 25 a 60 anos de idade, residentes em São Paulo e em Porto Alegre, com uma média de tempo de trabalho de 12 anos.

Entre os participantes com diagnóstico de depressão pós-férias, os sintomas mais comuns foram dores musculares, incluindo cefaleia (comum a 87% deles), cansaço (83%), angústia (89%) e ansiedade (83%). Do total, 68% afirmaram usar medicamentos e 52% citaram o consumo de álcool como forma de aliviar o mal-estar.

A depressão pós-férias não deve ser confundida com o desconforto da segunda-feira, ou após um feriado prolongado, que produz sintomas menos intensos e duradouros, segundo a presidente da Isma-BR, Ana Maria Rossi.

Os profissionais mais vulneráveis à depressão pós-férias, segundo o levantamento, foram os de finanças, saúde, informática e aqueles que estão fora de sua área de formação.

De acordo com Rossi, o mal-estar na volta ao trabalho não costuma durar mais do que duas semanas, tempo que corpo e mente levam para se readaptar à velha rotina.

Mas os sintomas são um indicativo de descontentamento com o ambiente de trabalho ou com o próprio ofício. A pesquisa mostrou que 93% das vítimas de depressão pós-férias se sentem insatisfeitas profissionalmente; 86% não veem possibilidade de promoção ou desenvolvimento; 71% consideram o ambiente de trabalho hostil ou pouco confiável; e 49% têm conflitos interpessoais no local de serviço.

Outro ponto detectado é que, quanto mais tempo no mesmo emprego, maiores as chances de sofrer de depressão pós-férias. “Muita gente sabe que o trabalho lhe faz mal, mas não sai por causa do salário ou de algum outro tipo de benefício”, descreve. Essa relação de dualidade traz muita culpa e angústia, principalmente quando não há perspectivas de mudança: “Quando a pessoa sabe que o sofrimento é temporário, pois decide que vai ficar naquele trabalho só até cumprir determinada meta, fica mais fácil lidar com a insatisfação”, pondera.

Busque compensações

A especialista ensina que, no mundo ideal, a solução mais adequada para o problema seria buscar um emprego que proporcionasse mais satisfação. “Mas a gente sabe que isso não é tão simples”, admite.

A saída, então, é buscar compensações para a falta de motivação, procurando os amigos, dedicando-se a algum hobby prazeroso ou fazendo algum trabalho voluntário. “Sentir-se gratificado e saber que sua colaboração tem valor é importante até para manter a sanidade”, justifica.

Fracione as férias

Outra maneira de reduzir o risco de depressão pós-férias é fracionar o período de descanso. Rossi garante que os benefícios da medida já foram comprovados em pesquisas do Isma e de outras instituições. No entanto, a legislação brasileira só permite que a pessoa divida as férias em no máximo dois períodos de 15 dias.

A especialista acredita que pelo menos três pausas de dez dias são o ideal, pois exigem menor mobilização para deixar as coisas em ordem antes de sair e evitam o acúmulo de pressões e demandas. “Quando o efeito da pausa anterior passa, a pessoa já tem um novo período de descanso”, relata.

Não adie o descanso

Se você é do tipo que ama o que faz ou é viciado em trabalho, as férias podem até ser motivo de estresse. Nesse caso, o conselho é conciliar o período de descanso com algum curso. Como ressalta Rossi, deixar de fazer pelo menos uma pausa ao longo do ano prejudica muito a produtividade. E isso é algo que nem você, nem a empresa para a qual trabalha, vão querer que aconteça.

[via]

Diploma pra quê?


Depois de ler a matéria que mostra os empresários que não concluiram o ensino superior e mesmo assim não deixaram de ficar milionários, entrei em uma crise existêncial e vi o quanto fui burro em investir em uma faculdade (poderia ter viajado para o exterior e ter aprendido muito mais coisa NA PRÁTICA!). Se eu fosse malandro o suficiente perdia o dedinho em um "assidente de trabalho", não estudaria ou trabalharia nunca mais e seria presidente da república (ou então usaria minha fama de palhaço e viraria deputado)... mas... como não sou tão malandro assim...

Veja a matéria dos 8 empresários que não concluiram o ensino superior clicando aqui.

Passarinhando por outros blogs encontrei esse post escrito por Lígia Fascion. Achei digno compartilhar.

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Diploma pra quê?

No final do ano passado, estava ministrando aulas em um MBA quando um funcionário da instituição, bem desanimado, comentou que um primo dele tinha até doutorado e estava ganhando uma miséria fazendo bicos. Aguardava uma bolsa para estudar mais um pouco. Injustiça, né?

Mas será mesmo?

Sinceramente, acho que não. Pela descrição do perfil, parece que o rapaz é estudante profissional. Não há nada de mal nisso, mas que ninguém espere ganhar fortunas dependendo apenas de bolsas de estudo.

O problema é que algumas pessoas costumam levar ao pé da letra aquelas manchetes escandalosas publicadas nas capas de revistas de negócios dizendo que um curso de MBA pode aumentar seu salário em muitos porcento. Vejo gente fazendo as contas do investimento, computando a diferença entre a mensalidade e o incremento no contracheque que espera obter. O problema é que isso não acontece automaticamente, como muitas reportagens querem fazer crer; então, o que se vê por aí é uma legião de pós-graduados subempregados e reclamando da vida.

A questão é que, diferente do que possa parecer, o mercado não faz concursos nem paga mais para quem tem mais diplomas. O mercado remunera melhor quem consegue gerar mais valor, tendo ou não uma pilha de certificados. E é pior contratar uma pessoa sem noção, mas com diploma, pois essa pessoa não vai querer tirar xerox ou fazer serviços “menores”.

O diploma nada mais é do que um comprovante que você teve acesso a um conjunto específico de informações que lhe foram apresentadas de maneira estruturada e com orientação de outros profissionais, supostamente experientes e conhecedores da matéria. Você ganha esse pedaço de papel quando consegue provar para a instituição que o emitiu que conseguiu assimilar essas informações de maneira satisfatória. E só. Lá não tem nada dizendo que agora você é melhor que os outros, que ficou mais inteligente ou que merece um aumento. Pode procurar, garanto que não tem.

Então, como é que o diploma pode ter a ver com aumento de salário? As revistas estariam mentindo?

Não estão. É que, teoricamente, se você tem vários diplomas, teve acesso a vários conjuntos de informações específicas. Isso aumenta muito as suas chances de recombiná-las e criar algo que, de fato, tenha valor para o mercado. Que faça diferença na vida das pessoas. Que seja desejável a ponto de alguém poder pagar mais por isso. Quanto mais cursos, mais combustível e mais matéria prima para converter em excelência. Quem sabe aproveitar isso, ganha mais, claro.

Se, ao contrário, o sujeito pega o papel, emoldura ou então guarda na gaveta e esquece as tais informações, sem fazer nada de útil com isso, então, sinto informar, mas valeria mais a pena ter ficado em casa vendo novela. Seria mais barato e menos frustrante. Há alunos que estão claramente perdendo o seu tempo: pagando as prestações de um diploma que não servirá absolutamente para nada, uma vez que não estão interessados em gerar valor, mas em aumentar o salário.

Vejo um montão de gente por aí que apenas coleciona certificados; não aplica o que aprendeu (se é que aprendeu alguma coisa), não se interessa em fazer coisas novas e interessantes, não transforma o conhecimento em algo útil, e, pior, ainda sai por aí cheio de razão reclamando direitos.

Diploma, sem um profissional que o converta em valor que faça uso do que ele representa, é só um pedaço de papel. Igual àquele que embrulhava o pão antigamente, só que muito menos útil.

[Lígia Fascioni | via espaco.com]

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A lei do mais malandro


 


Alguns animais fingem-se de mortos para envitar ataque de predadores.

Na vida profissional você tem que fazer a mesma coisa pois caso contrário corre o risco de fazer o trabalho de três profissionais com a remuneração de meio estagiário!

E lembre-se: quando você se expões demais, VIRA PRESA FÁCIL!!!!!

Fica a dica!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Inemuri

 Na minha terra isso chama vadiagem. Foda-se se você está cansado, se você virou a noite freelando ou estudando. Que se lasque se seu filho ficou doente ou se sua mãe quase teve um piripaque! Você não faz mais do que sua obrigação de ficar acordado, com o olho bem arregalado e atento no seu serviço mesmo tendo dormido mal!
E não questione das horas extras desenfreadas ou não remuneradas: você não faz mais do que sua obrigação.

Já no Japão, onde são criadas as parafernalhas mais fantásticas da face da Terra, eles tem direito ao
Inemuri, o que colabora MUITO com a saúde mental e corporal do cidadão no ambiente de trabalho.

"Inemuri é a prática japonesa de dormir em qualquer lugar a qualquer momento, especialmente no trabalho. Significa “dormir enquanto presente”. É uma prática BEM VISTA no trabalho porque mostra que você é tão dedicado que não tem tempo nem pra dormir em casa."
Fonte: lolhehehe 


























quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Maus chefes = ataque cardíaco

As vezes me irrita esperar uma revista ou um jornal decente vir falar o ÓBVIO!

"Estudo revela que profissionais que respondem a maus chefes têm de 20% a 40% mais chances de sofrer ataque cardíaco #naVOCESAdestemês"
- via @vocesa -

Dica do Essa Vaga é Uma Piada:
1) Compre a revista;
2) Grife a matéria todinha com aquela marca-texto radioativa do escritório;
3) Deixe escancarada em cima da sua mesa e compre a briga!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Aula de Administração

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.


Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo. '

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".

Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".

As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.
Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."


Adrian Rogers, 1931

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Lista dos safados que você NÃO DEVERIA votar


Recebi essa lista por e-mail e gostaria da cooperação e colaboração de nossos leitores para CORRIGIR e ACRESCENTAR candidatos com a ficha suja.

Segue jpg's - para visualizar melhor, basta clicar nas imagens.